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TRILHAS: O SOM E A MÚSICA NO CINEMA

maio 28th 2010 | Posted by Edu

O conceito de trilha sonora É amplo e, semper Quase, USADO equivocadamente em Nosso cotidiano. Normalmente Pessoas que Usam o termo trilha sonora parágrafo se referir à música de filme UM, OU De uma novela, por exemplo. Tecnicamente Falando filhos, trilha sonora É todo o Conjunto de de Uma Peça audiovisual, filme UM Seja ela, hum Programa de televisão OU UM Jogo eletrônico. Ou seja, uma trilha sonora Não se limitações à música, Mas Também Compreende todo filhos Os outros Presentes nessa Peça audiovisual. Em termos de Organização interna, Uma trilha sonora se divide em Três Conjuntos sonoros: Diálogos OS, ou seja, uma fala; Efeitos sonoros OS, Que não ERAM Passado chamados de ruídos sem jargão técnico e filhos compreendem OS de ambiente, de Objetos, de Pessoas etc, e, por fim, uma música. Assim, em Aquilo Que Nosso dia-a-dia Chamamos de trilha sonora É o Chamamos Que, Na terminologia da área, trilha musical.

Por muito tempo, uma música Aplicada AO audiovisual Foi tratada Como Algo Menos Importante fazer É Realmente. Houve, e de certa maneira Ainda há, Uma Noção equivocada de uma música Que Seria UM Complemento da Peça audiovisual. Em outras palavras, de hum Que filme Seria uma Peça completa sem música SUA, Que hum Seria uma música Complemento adicionado AO filme. Ao longo do tempo ESSA Noção Foi Mostrando SE CADA UM Vez Mais equívoco como, Cujas raízes históricas remontam AO Período do cinema mudo, Quando era uma música executada ao vivo Durante as Projeções. Térios O cinema se formado, portanto, em contexto em hum hum Que fazer captar significava filme e editar Imagens silenciosas, Construindo UM COM ELAS discurso Dramático / narrativo Acabado, tendão nd UM música Elemento Variável de projeção n. projeção.

Essa Noção Começou a se Transformar Quando, Tanto OS teóricos Quanto OS realizadores de filmes, passaram a quê Perceber, Apesar de Ser Ainda executada ao vivo, a música Já estava PRESENTE Desde a Origem do espetáculo fílmico. Mesmo Antes de Possuir o RECURSO da fala, o cinema Já possuía música. Desse modo, uma música Percebemos Que Foi A primeira sonoridade PRESENTE nenhum universo do cinema, Fazendo parte de Seu Processo de Formação e Consolidação. QUANDO SE Tornou Possível incorporar o som sincronizado AO filme, Na Transição das décadas de 1920 e 1930, um continuou música USADA Ser um não cinema. Incorporados uma fala e OS filhos do Mundo, o cinema Poderia ter deixado de USAR uma música, Mas não o fez. Por que Não o fez? A resposta Pergunta n ESTA É simples: Porque cinema uma música Já Fazia parte da poética do, Como Ainda Faz.

Aos poucos Foi se formando Uma Outra Noção, um filme de hum Que Não É o Mesmo Trocamos filme QUANDO SUA música. A totalidade de UM filme Compreende uma trilha musical SUA EO Resultado Desse filme enquanto obra artística É Único. Com Outra música, filme Outro seria, POIs SUA trilha musical É parte de SUA Articulação poética. A música Deixa Ser de vista, portanto, adereço e hum Como Passa um Ser entendida Como parte de SUA Composição, articulando-se com TODOS OS Outros Elementos Que o compõe, sonoros e Visuais, em Uma Peça Unitária.

Hoje, portanto, um PECA audiovisual entendida É Como Uma Composição complexa, percebida Pelo espectador Como Uma Unidade filhos e Imagens em Que Não Apresentam se Como Dois Conjuntos dissociados, Mas como Uma Mensagem Unica. Essa interação Foi Chamada de “Contrato audiovisual, Pelo teórico Michel Chion, dos autores de hum Principais Trabalhos Sobre o assunto.

A Articulação Entre filhos e Imagens nenhum filme Dois Ocorre em Níveis. O primeiro deles É o Dramático / narrativo. A Música é parte da Articulação dramático-narrativa do filme. Em outras palavras, ELA É UM DOS Usados Elementos parágrafo se Contar uma história. A música se liga um Personagens, Situações, Conflitos, Barra Mansa, épocas, ajudando uma identi-los e contribuíndo Para a Definição de seu caráter. Dada uma Propriedade Polifonica da música - entendendo Aqui polifonia Não Apenas em sentido sonoro Seu, Mas como uma música da Capacidade de si uma sobresselente Outras Informações - ELA PoDE Ser Usada em Outras Linguagens com a Associação, oferecendo Uma complementação à Informação dada Nesse Outro Nível. A música PoDE se associar um Diálogo um, por exemplo, estabelecendo seu caráter, OU Intenção estado emocional, sem o Diálogo Que se torne incompreensível. É Uma Informação dada em simultaneidade, e compreendida em Seu Conjunto. Em muitos casos, o espectador percebe Nem Informação ESSA. Ele não presta Atenção Diálogo, Ação OU NA EA Informação Sobre a idade musical Que sem um elemento elemento perceba conscientemente.

O segundo Nível de filhos e Articulação Entre Imagens da Sé Pela Relação Entre Movimento visual e sonoro Movimento. São discursos Imagens e filhos temporais, ou seja, eles Acontecem Ao longo de hum intervalo de tempo pré-Determinado. Assim, como Relações temporais Presentes Nos dois discursos associam-se inevitavelmente, e podem servi poeticamente exploradas. Rapidas Ações e fragmentadas, com cortes sucessivos nd imagem acompanhadas podem Ser de música em andamento acelerado e com Muita atividade rítmica.

Isso Não Quer Dizer Que Seja Função da música redundar uma dada Informação, reiterando-Apenas um. A música Não serve Apenas para Aumentar a sensação de Movimento de Uma perseguição, por exemplo, enfatizar ou O romantismo amoroso de Diálogo um. Ela PoDE Ser Usada Como contraponto Linguagens As outras do filme. O Diálogo Amoroso PoDE Ser acompanhado Por Uma Música Que PROVOQUE uma sensação de incomodo nenhum espectador, Revelando Algo Que Não É dito, OU mostrado na Ação filmada, Revelando Outros Aspectos Dessa Ação, Como hum Voz de narrador oculto, Que Não se manifesta objetivamente nd ação. No exemplo citado, Revelar Pode, por exemplo, o amante Que é, NA Verdade, o vilão da história e isso Que Não Foi percebido Ainda Pela Personagem feminina apaixonadamente Com que dialoga elemento. Em relação ao Movimento, também, efeitos Poéticos Muito Consistentes obtidos podem Ser Pelo Uso de Informação opostas Entre o discurso visual EO musical. Uma Ação Muito Rápida acompanhada de Uma Música Muito lenta, por exemplo.

Ao longo de história SUA, OS Compositores de trilhas musicais Desenvolveram Diversas Técnicas parágrafo conduzir uma Associação Música Entre e imagens / dramaturgia / narrativa. A Mais conhecida delas É uma técnica de leitmotiv, Palavra Alemã Que Ser PoDE traduzida Por Condutor “motivo”. O termo surgiu Não sem cinema, vem do contexto da ópera, mais especificamente da ópera wagneriana. Trata-se que de motivo temático musical hum hum se liga um Determinado Elemento fazer drama, narrativa da OU, No caso do cinema, e Que É USADO De maneira Recorrente Ao longo do filme. Esse tema se transforma em CADA Uma SUAS de Entradas, acompanhando um em Situação Apresentado É que. Um tema de Personagem, por exemplo, pode Ser transformado n. Revelar o estado emocional dos Dessa Personagem em CADA UM momentos do filme. famosos temas centrais permanecem icones Como fazer filme NAS Mentes dos espectadores e, Ouvidos Quando, remetem Imediatamente AO filme. ALGUNS Exemplos São famosos o “Tema de Tara”, de Max Steiner, em E o Vento Levou, um “Março Raider, o tema de Indiana Jones, de John Williams; ou O Famoso tema de Tubarão, também de Wiiliams, Que Substitui literalmente o Tubarão, Que Poucas vezes é Visto filme não.

Como Perceber É Possível, Estamos Diante de hum Assunto Bastante complexo, Sobre o Qual Poderíamos Falar Muito Além do que séria Possível Neste espaço. Para aqueles Que se Assunto Pelo interessam, Sugiro uma leitura dos Livros de Michel Chion, aqui Já citado, Cláudia Gorbman e Roy Prendergast. Editados no Brasil temos OS Trabalhos: A música de cinema: OS Primeiros 100 anos, de João Máximo; A música do filme, de Tony Berchmans; Nas trilhas do cinema brasileiro, Editado Pela Associação Tela Brasilis, com textos de autores e Sygkhronos Vários: uma poética da Formação musical do cinema, de Autoria minha. O Instituto de Artes da Unicamp Também abriga o Único grupo de pesquisa do Brasil nessa área, Registrado Oficialmente não CNPq, o Grupo de Pesquisa Aplicada em Música Dramaturgia a e ao Audiovisual.

 

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Por postado: Ney Carrasco - http://blog.controversia.com.br/2010/05/09/trilhas-o-som-ea-msica-no-cinema/

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